A partir de julho de 2026, todo novo CNPJ passará a adotar o formato alfanumérico, combinando letras e números, mudança que requer adaptações nos sistemas de emissão de documentos fiscais eletrônicos.
A Receita Federal oficializou a medida através da Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024 e visa sanar o esgotamento do modelo numérico atual. Afinal, o Brasil já registra cerca de 60 milhões de CNPJs, sendo mais de 21 milhões ativos, o que reduziu significativamente a disponibilidade de combinações válidas no formato exclusivamente numérico.
A adoção do modelo alfanumérico amplia de forma expressiva a capacidade de geração de novos CNPJs, evitando, por exemplo, as reutilizações. A medida também está alinhada à modernização da administração tributária e às bases técnicas da Reforma Tributária, garantindo maior longevidade ao cadastro nacional de pessoas jurídicas.
Vale destacar que a mudança não é retroativa. Ou seja, todos os CNPJs já existentes permanecem válidos, sem qualquer alteração no número.
O CNPJ continuará com 14 posições, mas agora elas serão distribuídas da seguinte forma:
Ou seja, ficaria neste formato de exemplo fictício: AB12C3D4/0E9F-45
Na prática, o país passará a conviver com dois formatos de CNPJ simultaneamente:
Com isso, fica um ponto de atenção para sistemas que hoje aceitam apenas números nos campos de CNPJ.
A partir de 6 de julho de 2026, uma nova regra de validação entra em ambiente de produção, permitindo o uso de CNPJ alfanumérico nos documentos fiscais eletrônicos, conforme previsto na Nota Técnica Conjunta nº 2025.001.
Os modelos impactados incluem:
A nota técnica mencionada enfatiza que a mudança afeta milhares de sistemas em todo o país, incluindo ERPs, emissores próprios, soluções de faturamento e os ambientes de autorização mantidos pelas Administrações Tributárias.
Empresas precisam verificar se os sistemas já realizaram as adequações técnicas necessárias para evitar: